Fomes, sedes
No corpo ou na alma,
De alimento ou de sentimento.
Sedes insaciáveis
De querer e de poder.
Desejos incansáveis
Humanos e próprios de ser.
Loucuras não pensadas,
Crimes não contados,
E histórias perdidas
Nas mais injustas cobiças.
Lutas, guerras
Entre amigos esquecidos.
Desejos de descoberta
Ou seres humanos omitidos.
Armas que disparam,
Silêncios não legítimos,
Uma lágrima silenciada,
Um grito sufocado.
É este o retrato
Do mundo a preto e branco.
Sofia Belém



