No âmbito do Mês do Escritor, dedicado de 15 de Janeiro a 15 de Fevereiro a Sophia de Mello Breyner Andresen, os alunos foram desafiados pela Biblioteca a darem asas à sua imaginação. Assim, foi-lhes proposto que, a partir de excertos retirados das obras da autora, imaginassem uma história, a escrevessem e ilustrassem.
Os alunos inspiraram-se e escreveram textos bastante criativos, os quais podem ser vistos e apreciados no Bloco A.
Dá uma espreitadela e vê se a tua história faz parte dos textos expostos!!
Boas leituras!!!
Da madeira fizeram livros e mais livros para todas as pessoas. Havia um livro especial cujo título era “A nossa história”. Quando se abria este livro, saía dele uma luz cintilante que iluminava quem estivesse a ler. Nesse livro estava a tal história, a história da ilha que nunca ninguém soube.
“Abater a árvore foi difícil e toda a gente teve de ajudar. Mas, depois de cortada, ela ocupava tanto espaço que a ilha ficou quase sem lugar para mais nada. Por isso começaram a desfazê-la muito depressa. Primeiro cortaram os ramos e as pernadas e a sua madeira foi distribuída entre todos, para que cada um pudesse fabricar alguma coisa que lhe lembrasse a árvore tão amada.”
Sophia de Mello Breyner Andresen – A árvore

A ilha “História escondida” tinha finalmente uma história fabulosa e mágica. Entregámo-la a um museu para todas as pessoas poderem ver e ler uma história mágica.
Raquel e Mariana , 6º E
De certa forma, o João era neto da árvore. Ele tinha sido abandonado junto à árvore.
O João ficou muito triste e decidiu procurar o homem que tinha mandado abater a árvore. Entrou em casa dele e contou-lhe a sua história. O homem ficou tão triste que logo foi plantar outra árvore no mesmo sítio onde tinha estado a outra. Todos os dias, regava-a e conversava com ela. O João, que vivia na rua, construiu uma casa em cima da árvore.
E assim termina esta linda história.
Marta e Ana 6º H
Infelizmente as flores de estufa saíam pouco, porque tinham medo de se constipar. À noite, quando as outras flores passeavam, as flores de estufa ficavam em casa. Só às vezes em Agosto davam uma volta.”
“As flores por quem os gladíolos sentiam realmente grande consideração eram as flores estrangeiras da estufa que têm o nome escrito numa placa de metal atada ao seu pé com um fio de ráfia.
Infelizmente as flores de estufa saíam pouco, porque tinham medo de se constipar. À noite, quando as outras flores passeavam, as flores de estufa ficavam em casa. Só às vezes em Agosto davam uma volta.”Sophia de Mello Breyner Andresen – O rapaz de bronze
Só às vezes, em Agosto, davam uma volta ao mundo para conhecerem novas coisas e para saberem mais sobre a vida das flores, que deve ser tão bonita! Tão bonita como a vida dos outros seres vivos que conheceram na viagem pelo mundo, novas coisas que trouxeram consigo e novos amigos que fizeram lá. Deram-lhes a conhecer as coisas tão maravilhosas que o mundo tem para lhes oferecer, de tão bonito e agradável que é!
Gonçalo Lopes, nº 6 e Miguel Ribeiro, nº 15 6º B
Certo dia, as flores de estufa combinaram enviar uma carta à deusa da Chuva e ao deus dos Ventos, a dizer:
Estufa, 3 de Março de 2010
Deus dos Ventos, Deusa da Chuva,
gostaríamos que parassem a chuva e os ventos por uns dias para podermos sair da estufa e não termos de esperar aqui dentro até Agosto.
Atenciosamente,
As 3 flores da estufa
Chegou Agosto e elas saíram da estufa. Como já estavam crescidas, foram ter com a família e viveram felizes para sempre.
(Anónimo)



